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Blog de Adelson Vidal Alves
 


Fim do blog

Postei meu primeiro artigo neste blog em 08 de Junho de 2010, e desde então foram centenas de artigos e notas tratando de assuntos do cotidiano, da política, da sociologia e até do esporte. Recebi críticas, elogios e sugestões, confesso que tudo isto me fez crescer como intelectual, escritor e participante da democracia brasileira. Hoje, dia 15 de março me despeço em definitivo de meus poucos, porém queridos leitores deste blog. Obviamente não deixarei de escrever, minha maior paixão pessoal, apenas quero ter a leveza de escrever quando me considerar bem e preparado. O blog é ferramenta importante, mas nos exige publicações constantes, e de verdade amigos, não ando com tempo e nem inspiração para assumir este compromisso. Me dedicarei mais profundamente a trabalhos pessoais, a artigos científicos que pretendo publicar e o livro que começo a escrever, para assumir tais compromissos é preciso leitura abundante. De forma humilde agradeço a todos vocês que me ajudaram a crescer  e espero ter de alguma forma contribuido modestamente com debates tão relevantes de nossa vida, um abraço a todos e até qualquer dia.



Escrito por Adelson Vidal Alves às 11h08
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A sociedade da solidão

O mundo moderno reune contradições. Por um lado globaliza a cultura, a política e a economia, faz nosso imenso planeta se transformar numa aldeia conectada 24 horas pelos avanços da tecnologia, por outro lado, desmonta as relações afetivas, hegemoniza o individualismo nas relações sociais, esfria os mais belos laços sentimentais dos seres humanos, ou melhor, que nos faz humanos.

Diante de um computador gastamos horas de nossa existência, incentivamos o divórcio e cada vez mais jovens vão morar sozinho, não suportam a idéia de compartilhar suas vidas, parecem odiar as relações humanas. As máquinas parecem ser muito mais fiéis e menos problemáticas que o ser humano, é uma espécie de fuga de tudo que parece refletir nossa complexa tarefa de existir.

Fora a solidão impera por aqui relações de interesse, egoismo e pragmatismo. Vale o que cada um tem e o não o que é, sobra promiscuidade falta entrega, aqueles sinais básicos de humanidade como amor, altruismo e respeito. Tudo por aqui tem um preço, e pessoas dispostas a serem vendidas, a máxima de Marx de que o capitalismo transforma tudo em mercadoria chegou ao extremo em nossa sociedade contemporânea.

Me encontro desiludido, infeliz e com um profundo desalento. É meu trabalho e minhas tarefas cotidianas que me dão vida e esperança, e óbvio o testemunho de gente como Zilda Arns que me fazem nutrir fé de que nossa espécie ainda tem salvação e de que o defeito de fabricação não é irreversível.

 



Escrito por Adelson Vidal Alves às 16h44
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Direito ao aborto

Neste dia 8 de Março comemora-se o dia internacional da mulher. Historicamente a data remonta os protestos em Nova York, quando milhares de milhares lutavam pela redução da jornada de trabalho, melhores salários e direito ao voto. Mais de um século depois pode-se perceber avanços, principalmente quando a mulher ingressa na vida política e no mercado de trabalho, mas ainda se percebe injustiças, a mulher estuda mais que o homem e mesmo assim continua com salários bem menores. A mulher permanece se organizando, não só por igualdade de genero mas também pelo reconhecimento de direitos, entre eles está o polêmico direito ao aborto.

O debate sobre a discriminalização do aborto esbarra principalmente nos partidos de direita, na igreja católica e na bancada evangélica. Estes se dizem defensores da vida, mesmo quando rejeitam por completo números que colocam jovens mulheres como vítimas fatais em clínicas clandestinas. Ao defenderem fanaticamente o feto e ignorarem o debate científico sobre quando começa a vida, os setores conservadores usam de campanhas públicitárias apelativas e distorcidas para engessar uma importante questão: Quem manda no corpo da mulher, o Estado ou a própria mulher?

O pensamento reacionário da igreja já é conhecida não só por seu posicionamento frente aborto, mas também pela proibição do uso da camisinha, a união civil homossexual e o uso de células troncos em pesquisas científicas. Gente que continua confundindo Estado com religião. 

Algumas pessoas imaginam que logo Estado disponibilize clínicas  especializadas para auxiliar uma legislação de discriminalização do aborto, estaríamos abrindo as portas da promiscuidade, justificando a prática sexual livre sem controle de natalidade e com uma matança generalizada. Ora, um ser humano em condições mentais segura jamais sentiria prazer em seguidamente retirar embriões, muitas vezes colocando sua prórpia vida em risco. Quanto ao uso de preservativo deve-se registrar que ela existe não somente para controlar natalidade, mas principalmente para prevenir doenças sexualmente transmissíveis. A discriminalização do aborto é uma forma de amparar jovens mulheres que não desejam exercer a maternidade logo depois de confirmada a concepção, entretanto é dever do Estado investir num trabalho de consciência individual com planejamento familiar. A idéia é diminuir o recurso do aborto e também a morte de mulheres que perdem suas vidas com status de criminosa.

O aborto deve ser ao máximo evitado, mas não pode servir como base de penalizar muitas mães que reféns de uma sociedade hipócrita sacrificam suas vidas por não poderem decidir quando pretendem ser mães.



Escrito por Adelson Vidal Alves às 10h25
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Cotas Raciais

Abaixo reproduzo o email que enviei ao presidente da UNE no que trata as questões das cotas.

Prezado presidente,

Tenho acompanhado com preucupação o posicionamento da UNE nos debates referente as cotas raciais. Entendo que a entidade deveria rever suas intervenções já que certamente não existe um consenso entre os estudantes que a UNE diz representar. Fui militante do movimento estudantil e sempre que pude me posicionei contra o sistema de cotas raciais exatamente por considerar que se aprovadas elas iriam sustentar a cultura da divisão racial entre os seres humanos, que como você deve saber foi ponto de sustenção da ideologia racista do século XIX. A ciência não reconhece a existência de famílias raciais entre os seres humanos, desta forma, os critérios de ingresso universitário pela via das cotas só seria possível com a criação de tribunais raciais que dariam a um pequeno número de pessoas o direito de rotular racialmente estudantes, sem respeitar nenhuma metodologia científica. A grande berração do sitema de cotas está no fato de racializar os problemas sociais. A ausencia na universidade pública se dá por questões financeiras, isto é, estão de fora os pobres de todas cores, e não apenas negros, onde ela é realidade ela admite o ingresso de um "negro" rico excluindo um "branco" pobre. O Brasil não se divide entre negros pobres e brancos ricos, mas simplesmente pobres e ricos. O combate ao racismo no Brasil deve se dar no sentido de superarmos uma cultura racialista, que as cotas e o estatuto da igualdade racial só fazem preservar. Se a UNE ignorar a meritocracia constitucional da educação e apoiar o sistema de cotas estará dando apoio a perpetuação do racismo brasileiro, alicerçado na mentalidade do senso comum.

Adelson Vidal Alves
Professor de História e ex-militante estudantil



Escrito por Adelson Vidal Alves às 14h38
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Plínio, uma candidatura coerente para a esquerda

Diante da capitulação do governo Lula pelo status quo do poder, a esquerda socialista precisa se rearticular para continuar intervindo na luta pela hegemonia. Plinio Arruda de Sampaio, fundador do PT, ex deputado constituinte e profundo conhecedor das questões agrárias deve ser o candidato a presidência pelo PSOL. No atual e desalentador quadro eleitoral, é Plinio a principal referência para a esquerda socialista.

Dilma e Serra irão curvar seus programas a lógica matemática dos votos, respresentarão os mesmos grupos econômicos, converterão o debate programático ao marketing despolitizador e resumirão suas propostas no campo da pequena política. As grandes questões nacionais serão colocadas de lado. Nada de debater os problemas estruturais e muito menos falar em socialismo, em geral PT e PSDB representam o mesmo projeto.

Plínio é a candidatura da contrahegemonia, aquele que irá falar ao povo o que realmente precisa-se fazer para mudar a realidade brasileira, sem medo de desagradar grupos financiadores de campanha. Obviamente suas chances eleitorais são mínimas, mas certamente joga papel importante para evitar a total e absoluta hegemonia da pequena política brasileira que PT e PSDB representam hoje na política brasileira.



Escrito por Adelson Vidal Alves às 11h39
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O que é isso companheiro Aldo?

Aldo Rebelo, deputado federal pelo PC do B, é uma das figuras mais coerentes do partido, tem meu respeito pela sua atuação a frente da Câmara legislativa em um momento de crise institucional, e por seu posicionamente frente as cotas raciais. Vem entretanto defendendo de forma surpreendente um retrocesso na legislação ambiental ao se posicionar a favor dos ruralistas e das flexibilações legais do código florestal.

O código florestal remonta o ano de 1965 e se baseia legalmente num dispositivo de 1934, onde pretende controlar as expansões econômicas sobre areas de preservação, trata-se de uma conquista dos movimentos ambientalistas.

O que a bancada ruralista e seus aliados pretendem é fragilizar os mecanismos de controle sobre os excessos do capitalismo. A ganância do agronegócio ignora os desequilibrios climáticos que podem ser causados a partir de maiores intervenções em espaços de preservação. Aldo ao lado dos capitalistas querem desmontar todos os mecanismos de proteção legal de areas de preservação ambiental.

A meu ver a postura de Aldo não se explica por uma troca de posição do deputado, entendo que esteja ligado muito mais a sua propria concepção ideológica. Rebelo e a maioria da cúpula de direção do PC do B ainda estão sob forte influencia do marxismo leninismo vulgar, ou seja, se utilizam de ferramentas de interpretação mecaniizados, ortodoxos e dogmaticos.

Quando Marx escreveu sua obra pensou exclusivamente no desenvolvimento econômico e no progresso da humanidade, inexistia naquele periodo algum risco iminente de extinção humana por problemas ambientais. Nos dias de hoje está no centro do debate a proposta de uma forma de desenvolvimento preucupado com a preservação da terra e nossa espécie, deve-se assim repensarmos um novo padrão de consumo.

Os grandes problemas sociais brasileiros nada tem a ver com o volume da produção, mas sim com a distribuição justa da riqueza. Poderíamos pensar em um crescimento economico 0 se conseguissemos distribuir de forma equitativa os bens gerados. A expansão da economia sem intervenção de macanismos de combate a desigualdade só servirão aos interesses do capital. Aldo parece não entender isso e desta forma recebe aplausos do DEM e da bancada ruralista, e justas vaias da via campesina e do MST.

 

 

 Contradição: Aldo Rebelo, Comunista e aliado dos ruralistas



Escrito por Adelson Vidal Alves às 16h20
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A direita está derrotada?

As últimas duas eleições presidenciais se configuraram como derrotas para a direita, seja com os candidatos tucanos a presidencia da República, seja com o visivel declinio eleitoral do DEM, que passa por uma profuna crise interna. O DEM aliás, prossegue com seu inferno astral tendo que atravessar a cassação do Prefeito da maior cidade brasileira e a prisão do governador do DF, onde se ameaça inclusive intervenção federal. É bem provável  que o partido sofra perdas ainda maiores nas eleições deste ano.

O quadro que vem se anunciando confirma a crise dos principais partidos da direita, fortalecida com sua incapacidade de articular uma oposição eficiente ao governo Lula. Teríamos assim um quadro de derrota da direita?

Estamos na verdade diante de uma crise partidária da direita tradicional. Isso não está necessariamente ligada com uma crise de hegemonia da direita, esta permanece´presente com o monopólio da mídia, na cultura consumista e individualista, no moralismo conservador, na competição desenfreada etc. As teses de direita continuam vivas até mesmo dentro de um governo teoricamente de esquerda. Lula foi eleito com propostas de enfrentamento aos problemas nacionais, mas governou com a agenda da direita, em aliança preferencial com o capital especulativo. Sem apoio político partidário as elites brasileiras tiveram que engolir Lula e seu simbolismo em troca da realização de seus interesses de classe, expresso de forma clara na Reforma de Previdência e na política econômica. Há concessoes em forma de assistencialismo social, uma estratégia para se garantir popularidade e consenso.

O governo Lula não está mais em disputa, se é que um dia esteve, hoje ele é uma ferramenta na mão das classes dominantes. A esquerda brasileira vai precisar de mais um ciclo de acumulo de forças para que seja capaz de apresentar uma nova alternativa institucional que consiga superar a "americanização" da política no Brasil, onde PT e PSDB divergem em formas de administrar e proteger o mesmo sistema capitalista.

Nâo sei se Psol e PSTU possam servir como centro deste acumulo de forças e nem se os movimentos sociais consiguirão resistir a cooptação e superar seu corporativismo para contribuir nesta nova empreitada. O fato é que o governo petista foi péssimo para a esquerda socialista e democrática, bom para a recomposição hegemonica do capitalismo. Seja como for é preciso repensar novas formas de luta pela hegemonia.

 



Escrito por Adelson Vidal Alves às 13h57
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Viver a vida"Real"

A nova novela de Manoel Carlos, Viver a vida, exibida pela TV Globo, confirma a tendencia histórica do autor, a de retratar o luxo e a cultura das burguesias carioca e paulista. Em Viver a vida Manuel Carlos vem recebendo elogios por, segundo muitos, estar dando enfase na dificil vida dos "tetraplégicos", simbolizada em Luciana, personagem de Aline Moraes, que sofreu um sério acidente de carro.

O que muitos não levam em conta é que a personagem é milionária, tendo a seu dispor médicos particulares, jatinhos, uma UTI em casa e recursos de sobra para comprar remédios. Manoel deveria mostrar como é a situação de um tetraplégico no sistema de saúde pública, sem jatinhos e médicos particulares, a estes sim cai o mundo nas costas.

O preconceito de classe enrustido do autor é escancarado na única cena em que se percebe personagens pobres. Estes, negros, vivem uma favela onde o crime é mostrado como a única realidade de lá. A personagem Sandrinha é o tempo todo criticada por deixar o paraiso de Buzios e se mudar para uma favela onde só mora gente que não "Presta". Aliás, a unica negra que se meteu em ascender socialmente, Helena, interpretada por Taís Araujo, é o tempo todo humilhada para não esquecer sua origem.

Viver a vida quase que se resume a tratar os prolemas banais das elites do Rio, adulterio principalmente. Nâo dá nenhuma contribuição social, não espelha a realidade sofrida da maioria da população carioca, pelo contrario, incentiva o egoismo, o individualismo e o consumismo. Como bombardeia diariamente nossas casas, Viver a vida se transforma em mais uma forma das elites nos inculcarem sua cultura.



Escrito por Adelson Vidal Alves às 16h54
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Sabedoria popular

Veja o que nosso povo é capaz de fazer.

 

*Autor: Antonio Barreto, natural de Santa Bárbara-BA,
residente em Salvador.

*Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão 'fuleiro'
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, 'zé-ninguém'
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme 'armadilha'.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério - não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os "heróis" protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
"professor", Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos "belos" na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos "emburrecer"
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

*B*arreto termina assim
*A*lertando ao Bial:
*R*eveja logo esse equívoco
*R*eaja à força do mal...
*E*leve o seu coração
*T*omando uma decisão
*O*u então: siga, animal...



Escrito por Adelson Vidal Alves às 14h43
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Elaine Catanhede, fascistoide e serviçal da burguesia

É fácil reconhecer um direitista no Brasil. São leitores assíduos da Veja, Estadão e Folha de São Paulo, odeiam o MST e os movimentos sociais, são fiéis submissos ao deus mercado, chamam de populistas todas as ações governamentais que beneficiam diretamente os pobres, consideram Venezuela e Cuba uma ditadura quando eles mesmos apoiaram golpes militares em toda a América Latina, são herdeiros mediocres do Udenismo. Atualmente andam animados com a possibilidade de retroceder a América latina ao velho quintal norte americano.

Na mídia eles são abundantes, Miriam Leitão, Roberto Pompeu de Toledo, Boris Casoy, Reinaldo Azevedo, Diogo Mainardi, mas principalmente a aprendiz de fascista Elaine Catanhede. De suas palavras brota um preconceito de classe e um ódio homicida contra todas as organizações populares.

Apesar de se dizer democrata, bem que gostou do desfecho do golpe de estado em Honduras, festejou a vitória da direita pinochista no Chile, e trabalhará ardentemente pela vitória tucana no Brasil. O que mais me impressiona nesta fascistoide travestida de colunista é a sua incompetência analítica. Desconhece por completo a hístoria da América Latina, faz analises mixurucas e sem consistência, dá palpite em assuntos que não é da sua alçada e joga veneno por todos os lados com seus textos mediocres. Ler seus artigos é andar pra tras no conhecimento da dinâmica política.

Elaine é uma serviçal da burguesia brasileira, empregada de um jornal que emprestou suas kombis ao ao regime militar brasileiro, uma das mais empolgadas e defensoras do neoliberalismo, depois da crise enfiou sua viola no saco e se fosse um pouquinho humilde pediria desculpas aos seus leitores por falar tanta bobagem e defender um sistema que sucumbiu diante de suas contradições.

Como escreve por encomenda, não tem autonomia pra isso, e submete seus textos a linha editorial do jornal mais conservador no Brasil. Elaine é a tipica intelectual organica das classes dominantes e uma raivosa critica a todos os governos que lhe cheirem minimamente de esquerda. Pessoas como ela que envergonham a classe jornalista em todo o mundo.

 



Escrito por Adelson Vidal Alves às 11h33
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Geração BBB e Geração Silicone ou "Ditadura do Tanquinho"

Na década de 1960, em uma rua da capital carioca, funcionavam 5 livrarias e uma academia de ginástica, hoje existem 10 academias e apenas uma livraria. Esta mudança se refere a transformação de valores e paradigmas que nossa juventude vem passando nas últimas décadas. Se naquele período o que valia era mudar o mundo, hoje o que vale é mudar o corpo, leia-se adaptá-los aos padrões estéticos da sociedade.

As academias de ginástica podem sim servir como promotoras de saude e melhor qualidade de vida, no entanto, silicones e anabolizantes complementam uma cultura que tornam jovens escravos de seu próprio corpo, o que chamaria da "ditadura do tanquinho" em referência ao que esta nova geração atribui os abdomens bem definidos.

Estar fora deste padrão é ser dispensado dos olhares do "mulheril" e da "rapaziada", desta forma vale injetar substâncias perigosas a saúde, tudo para em pouco tempo estar sarado. Nos programas de humor, anões, obesos e desdentados são ridicularizados enquanto os sarados simbolizam o sucesso, a saude e o prazer, é uma construção preconceituosa que passa derpercebida aos nossos olhos.

O pior é que enquanto o corpo ganha uma atenção fanática, o espirito é desprezado. Nossos jovens tem corpos perfeitos e uma cabeça vazia ou no máximo alienada. Percebamos que é essa mesma geração que gasta horas de sua vida quebrando privacidade alheia. Jornais e revistas especializadas na vida de famosos triplicam suas vendas e ganham horrores informando o cotidiano de globais e semelhantes. Colunas políticas e econômicas viraram coisa chata pra nossa geração.

Diariamente um reality Show da rede globo de televisão fatura milhões de reais ao combinar com sucesso estes dois processos deseducadores. Homens musculosos e mulheres gostosas trancados em uma casa vigiada 24 horas por câmeras e transmitida ao vivo para quem quiser assistir. Para as gostosas a certeza de um contrato para a Playboy assim que sairem da casa. Obviamente a casa garante cotas para negros, gays e homens e mulheres mais velhos, afinal é preciso manter as aparências, para estes o anonimato é questão de tempo.

Ontem ouvi de um amigo que este BBB é o que reune mais "intelectuais", ora, intelectuais cientes de seu papel educador e conscientizador jamais participariam de algo tão alienador e elitista, são eles no máximo diplomados.

Como quase sempre nas minhas opiniões, estou novamente na contracorrente, afinal, não sou social quando não sei quem esta no paredão, ou quando prefiro leituras a horas de malhação, quando prefiro bons filmes a uma programação televisa de programas mediocres, quando prefiro uma mulher com conteúdo a uma artificialmente "gostosa", quando prefiro conversar sobre como melhorar o mundo ao invés de discutir o novo penteado da Claudia Leite. Mas democratico que sou vai ai uma certa tolerância com quem ainda não sabe em quem votar no paredão, eu sei, todos aqueles que lucram mantendo uma sociedade tão mesquinha e injusta como a nossa.



Escrito por Adelson Vidal Alves às 16h46
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O socialismo de Chavez

Certa vez em pronunciamento, o Presidente da Venezuela Hugo Chavez citou Gramsci para fazer uma breve análise da situação de seu país. Segundo Chavez, os socialistas teriam chegado somente ao Estado em sentido restrito (Sociedade politica segundo Gramsci) enquanto a hegemonia ainda pertencia a burguesia, no campo da sociedade cívil. Me parece uma leitura modesta, porém plausível, questiono  contudo as ações de Chavez que parecem incoerentes com uma estratégia legitimamente gramsciana.

O presidente venezuelano certamente não leu uma pequena nota dos cadernos intitulada "estatolatria" em que Gramsci sugere como estrategia da luta socialista a conquista gradual da hegemonia na sociedade civil. Chavez, a meu ver, continua confiando excessivamente nos aparelhos coercivos do estado, prefere a força ao consenso.

Na verdade não me atreveria a prever os rumos que o chamado socialismo do século XXI de Chavez estaria tomando. Por um lado é uma experiência interessante, pois se dá no terreno da democracia, condição indispensavel para se construir o socialismo em sociedades ocidentais como a Venezuela. Por outro é de se criticar o excessivo uso da força coerciva do Estado, ao invés de trabalhar no fortalecimento da sociedade civil e seus mecanismos de consenso.

Não concordo também quando a direita e sua mídia acusa o regime Venezuelano de ditadura. Somente com má fé ou total desconhecimento é possível fazer uma afirmação deste tipo. Na Venezuela há eleições diretas, pluralidade partidária, vários referendos, liberdade de expressão e de ir e vir. O que á imprensa oligárquica confunde, é a chamada liberdade de expressão com monopolio da informação. No Brasil apenas 7 familias controlam os principais meios de comunicação, são eles que monopolizam o grande discurso midiático e com isso manipulam informações, difamam e criminalizam movimentos sociais além de proteger seus colegas de classe, seria isso que eles exigem na Venezuela?

Quando Chavez negou a renovação do contrato da RCTV, acusaram de autoritarismo, quando esta mesma emissora articulou um golpe de Estado. O que o presidente venezuelano fez foi negar uma concessão pública de transmissão como prevê a constituição daquele país.

Enquanto estudantes pagos pelos EUA vão as ruas protestar contra reformas democratizantes, a grande maioria da população apoia o governo, que mesmo diante das contradições em que se insere volta a levantar a bandeira do socialismo no continente americano.



Escrito por Adelson Vidal Alves às 16h35
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Eleições a vista

No próximo dia 3 de Outubro mais de 120 milhões de brasileiros irão as urnas eleger senador, governador, deputados e presidente. Parte destes brasileiros irão ao pleito embutidos de espírito cidadão e carregados de esperança, mas outra grande parte irá arrastado, questionando se seria democrático o voto obrigatório. Só toparia discutir esta tese caso os tributos também fossem facultativo, considero incoerente estarmos desobrigados de eleger nossos representantes enquanto somos obrigados a financiá-los. No Brasil caso o voto fosse facultativo as elites teriam muito mais facilidade de manipulação e certamente teríamos milhões de pobres longe das urnas.

As democracias modernas não são burguesas, basta lembrarmos a luta da esquerda pelo sufragio universal, entretanto, está claro também que o modelo eleitoral brasileiro ainda é refem do poder econômico, que despeja fortunas em seus candidatos para assim que eleitos legislem em favor de seus interesses corporativos, é por esta e outras que a reforma agrária está emperrada, a renda concentrada e a educação sucateada. Um dos primeiros passos para enfrentar este desequilibrio era realizar uma profunda reforma politica, com financiamento publico e lista fechada, mas como são estes politicos que detem a tarefa de fazer esta reforma o que temos na verdade é a perpetuação de um sistema eleitoral a serviço das classes dominantes.

Obviamente não acredito que as eleições sejam instrumento suficiente de mudança social, basta olhar o governo Lula, eleito com uma plataforma de transformação e que se converteu em um simples administrador da ordem, muito embora tenha deixado escorregar melhorias assistencialistas na vida dos mais pobres.

Em 2010 nossa tarefa é cobrar mais debate e menos baixaria, mais projetos e menos marketing, mais transparencia e menos demagogia. Devemos pesquisar a vida dos candidatos, ver a quem o partido dele esta ligado e questionar seus projetos, só assim estaremos dando consciencia transformadora a nosso voto e de alguma forma contribuindo para a democratização do país.



Escrito por Adelson Vidal Alves às 11h31
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2010, Pessimismo da razão

As festas de reveillon lançam no imaginário popular a esperança de que em tempo de ano novo é hora de renovar as esperanças e acreditar que tudo vai ser melhor no ano vindouro. Nesta virada os dois acontecimentos norteadores de 2010 me parecem ser motivo de aguardar péssimas noticias. Falo da copa do mundo e das eleições presidenciais.

O Brasil não irá ganhar a Copa, apesar de termos os melhores jogadores do planeta. O mundo obscuro das relações entre futebol e poder, colocou no comando de nossa seleção um treinador sem credenciais para comandar nossa seleção. Dunga foi um jogador mediano quando atuava na seleção, como técnico é um desastre, o Brasil jogando é um bando em campo, mas como no senso comum vale o pragmatismo dos bons resultados, Dunga está nas graças do povo e da imprensa. Desejo ardentemente estar errado nesta "antipatriota" previsão, mas como me viciei em analisar fatos, me resta o consolo de pelo menos estar agindo com honestidade intelectual.

Quanto as eleições presidenciais, confirma-se o triste cenário de poder em que revezam PT e PSDB, sem ambos agirem em governo contra as estruturas geradoras de injustiça. O PSDB teve o mérito de desmontar o Estado brasileiro, o Pt de desmontar a esquerda. Nestas eleições presidenciais, Serra e Dilma, possíveis candidatos, irão se enfrentar num ambiente de avolumosos recursos de campanha, marketeiros e cabos eleitorais profissionais. Nada de debater programas e alternativas de país, vale embrulhar o candidato para o gosto dos eleitores que hoje viraram consumidores. Vença quem vencer este pleito não consigo ver perspectiva de que reformas estruturais estejam no horizonte, nossa arena política será povoada pela "pequena política".

Diante das "profesias" amargas acima descritas, termino como bom gramsciano, assumindo o pessimismo que nos traz a razão, mas acreditando na superação do "otimismo da vontade".



Escrito por Adelson Vidal Alves às 10h51
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Quem não tem medo de Lula?

Recentemente o brilhante sociólogo Emir Sader, recém convertido a um governismo acrítico, publicou em seu blog um artigo intulado "Quem tem medo de Lula?", onde analisa as repercussões do filme Lula, o filho do Brasil.

Não vi e não verei o filme. Mesmo que ele possa lembrar uma história formidável de superação e ascenção que de fato caracteriza a história de Lula, o que o filme realmente representa é a construção de um mito, montado e moldado exclusivamente para criar um clima de emoções as vésperas de mais uma eleição presidencial. Vem além disso personalizar um processo histórico que conta ainda com vários outros sujeitos sociais, que deveriam figurar como protagonistas neste longo acumulo histórico da esquerda que desembocou na eleição presidencial do ex lider sindical do ABC. Como Lula ficou maior que o PT e toda a esquerda brasileira, é dele todo o mérito que sua astronômica propaganda marketeira tenta construir, e disfarçar o país socialmente injusto que Lula deixará depois de 8 anos, em dívida escandalosa com a reforma agrária, educacional, monetária e tantas outras.

O governo Lula tenta despolitizar o Brasil, criar um salvador da pátria e retirar todo protagonismo popular transferindo-o a um líder populista. Quem sonha em transformar estruturalmente o Brasil sabe que nada mais desastroso do que este legado lulista.

Conversando recentemente com um amigo professor universitário pude perceber a maior tragédia produzida por estes 8 anos de gestão petista. Um profundo consenso conformista que retira do horizonte qualquer perspectiva libertadora, joga a utopia socialista na lixeira da história e debocha todos aqueles que lutam e sonham com uma nova ordem social. Esse é um desserviço que Lula e seu governo prestaram a esquerda. Esquerda essa que o próprio presidente fez questão de dizer que nunca pertenceu e que toda sua ideologia só faz sentido na efervescência juvenil.

Lula mais do que ninguém fez do Brasil um país hegemonizado pela pequena politica, aquela que Gramsci se refere como papo de corredor e intrigas, sem nenhuma preucupação estrutural.

Em seu artigo Sader se refere ao sonho de que no Brasil de hoje até mesmo os meninos nordestinos podem sonhar em ser presidente, é bom que estes mesmos meninos saibam que este sonho só pode virar realidade caso eles estejam dispostos a fazer conchavos com banqueiros, agroindustrias, grandes empresários e partidos fisiológicos, estes posso lhes garantir, nada tem a temer de Lula e tudo que ele possa representar.



Escrito por Adelson Vidal Alves às 12h35
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